quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O que é pior? Amar uma pessoa e sofrer por nunca contar isso pra ela ou se declarar e não ser correspondido? Será que a dor de não ser correspondido é a mesma de um amor platônico? A resposta pode ser diferente dependendo da pessoa. A minha resposta é que o amor não correspondido é muito pior.
Como sobreviver se a pessoa que você ama não sente o mesmo por você? Se você seria capaz de dar tudo o que tem para estar ao lado dela e, mesmo assim, ela não ligar?
Sabrina sentiu isso. Ela amava muito Ricardo. Era um amor às escondidas, ele não sabia dos sentimentos dela. Sabrina simplesmente aceitava em ser sempre a boa amiga dele. Aquela que sempre esta ali para ajudá-lo nas horas mais difíceis. Ele nunca desconfiou de nada. Sempre sorria como amigo, sempre a abraçava como amigo.
Essas coisas doem no coração da gente não? Ter ali, ao seu lado, a razão de sua existência. Poder tocar em sua pele. Poder sentir o suave e quente aroma que sai de sua boca. O calor que corre em seu corpo. Da vontade de gritar. De abraçar e dizer “Eu não respiro sem você. Eu não existo sem você.”
Sabrina se sentia exatamente assim. Foi ai que um dia, ela resolveu se declarar. Contar tudo o que sentia por Ricardo. Escreveu uma carta explicando tudo direitinho:
“Ricardo
Sei que você deve esta estranhando essa carta. Afinal, nunca te mandei uma antes não é mesmo? Enfim, não mandei por que sou boba. Tenho medo de sua reação. Do que você vai dizer quando terminá-la. De como vai agir comigo. Mais eu te peço meu querido. Seja qual for sua decisão, não me deixe.
Eu te amo!
Sei que você deve estar confuso agora. Mas se você não sente o mesmo que eu, novamente eu te imploro. Não se afaste de mim. Deixe-me ao menos as sobras de você. Deixe-me sua amizade, que já é o suficiente.
Beijo de quem te ama, Sabrina.”
Há. As sobras. Ela lhe pediu ao menos as sobras. Quantas vezes não queremos pelo menos isso não e mesmo? Pelo menos as sobras de um amor que nunca será seu por completo.
Ricardo atendeu ao pedido de Sabrina. Foi seco. Duro. Disse-lhe que não a amava como parceira, mas a adorava como amiga. E assim, Sabrina ficou com os restos de Ricardo. Com suas sobras.
Sabrina pensa da mesma maneira que eu. Ela sente em seu peito a dor de um amor não correspondido. Sente que perdeu a única ilusão de achar, pelo menos que Ricardo sentia algo que fosse por ela. Agora ela sabia. Sabia que é muito pior ter sua ilusão destruída.
O que é pior? Amar uma pessoa e sofrer por nunca contar isso pra ela ou se declarar e não ser correspondido? Será que a dor de não ser correspondido é a mesma de um amor platônico?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Calgary, 19 de outubro de 2009. Meu nome é Josh e hoje faz dois anos que estou trancado nesse hospital. As pessoas geralmente não enxergam o que está bem diante de seus olhos. Eu enxerguei e tentei avisar o que estava acontecendo, mas ninguém acreditou. Simplesmente me julgaram e me condenaram. Sou tratado como louco e sei que não sou. Lembro-me muito bem o que aconteceu comigo.
Era uma noite de lua cheia. Eu e meus amigos resolvemos acampar. Calgary era considerada uma cidade pacata. Não havia muitos crimes, apenas algumas lendas para amedrontar os turistas. Uma delas, é que na floresta morava uma criatura que, nas noites de lua cheia, corria pela mata em busca de carne humana para se alimentar.
Essas estórias começaram a surgir quando um casal de namorados desapareceu misteriosamente ao fazer trilha pela floresta. Nunca mais foram encontrados. Um mês depois, um grupo de jovens que acampavam próximo ao lago Green Vall sumiu sem deixar rastros.
Com a onda de desaparecimentos, a cidade pacata tornou-se assustadora. Os turistas já não nos visitavam mais e os próprios moradores tinham medo de sair de suas casas à noite.
Foi na tentativa de salvar o turismo da cidade, que decidimos acampar. Apenas para mostrar para esses supersticiosos que essas lendas não eram nada mais do que simples estórias de terror. Participaram do acampamento Jack, Karen, Lucy e eu. Confesso que no começo estávamos com um pouco de medo. Não que acreditássemos nas lendas da cidade, mas sim porque a floresta de noite era realmente assustadora. Não se ouvia nada, apenas o crepitar da fogueira que havíamos feito para nos aquecer do frio.
- Que tal se contasse umas estórias de terror Josh? – perguntou Jack animado.
- Nem pensar! – opôs-se Karen. – Tudo isso aqui já está sendo muito difícil pra mim.
- Aff... Como você é chata. Vou dar uma mijada. Volto logo!
- Espere Jack! Você vai sair nesse escuro sozinho? – perguntou Lucy assustada.
- E o que você quer? Que eu mostre meu pau pra todas vocês? Sessão de sexo só mais tarde.
- Grosso! – xingou Karen indignada, mas Jack já estava distante e provavelmente não tinha escutado.
Já havia passado quase quinze minutos e Jack ainda não tinha voltado.
- Vocês não acham que ele está demorando de mais? – perguntou Karen nervosa.
- Sim! – falei também preocupado. – Acho melhor procurar por ele. Vocês duas fiquem aqui ok?
- Nem pensar Josh! – disse Lucy agarrando-se em meu braço. – Você fica aqui. Jack só está fazendo uma brincadeirinha de mau gosto. Ele quer assustar a todos nós, típico dele.
De repente, ouviu-se um grito assustador que vinha do meio da floresta.
- Háaaaaaaa!
- O que foi isso? – perguntou Karen, tremendo de tanto medo.
- É... É a voz de Jack! – disse Lucy agarrada em minha cintura.
- Eu acho que ele não está brincando. – falei assustado.
Ficamos nos olhando por um bom tempo, quando novamente ouvimos os gritos de Jack.
- Nãããoooo!
- Josh! Estou ficando com medo.
- Calma Lu! Vou procurar por ele. Vocês duas, nãos saiam daqui!
Saí à procura de Jack, apesar da resistência das meninas. Os gritos já haviam cessado. Estava com muito medo. Seria possível todas as estórias serem verdadeiras? Existiria mesmo uma criatura na floresta?
Não demorei muito e logo ouvi novos gritos. Eram de Karen. Corri depressa de volta, a procura das meninas. Chegando lá, vi uma cena horrível.
- Hó meu Deus! – gritei desesperado.
Karen e Lucy estavam dependuradas numa árvore, os galhos enroscados em seus pescoços. Elas estavam com dois buracos no rosto, onde deveriam estar seus olhos. Estavam mortas! Minhas melhores amigas haviam morrido.

Ouvi um rastejar entre as árvores. Olhei para frente e vi uma criatura que me chocou. Tinha os olhos vermelhos como fogo, exalava um mau cheiro que embrulhava o estômago e era grande e negra. Não era desse mundo.
- Não se aproxime de mim! – gritei – O que você fez com Jack?
A “coisa”, que se aproximava cada vez mais de mim, fez um barulho ensurdecedor e por um momento, cheguei a pensar que ela estava soltando uma gargalhada.
Comecei a correr sem direção alguma. Podia sentir aqueles olhos atrás de mim. Sabia que ia morrer. Consegui chegar à beira da estrada. Vinha passando uma caminhonete e então, dei sinal pedindo socorro.
- O que aconteceu rapaz? – perguntou-me o motorista descendo do carro e tentando me acalmar.
- Estão mortos! Todos eles!
- Quem morreu? – perguntou-me ele, mas era tarde demais. A criatura apareceu por trás dele e com suas mãos como se fossem garras, arrancou o coração do homem.
Aos berros, entrei na caminhonete e acelerei passando por cima do monstro, que deu um grito horrendo. Dei a marcha ré e passei por cima dele novamente. Uma, duas, três vezes. Fiquei parado, observando a “coisa” aos poucos tomar a forma humana. Desci cautelosamente e percebi que o monstro, na verdade era Jack.
Consegui escapar, mas ninguém acreditou em mim. A policia acha que eu matei meus amigos e que, na verdade, sou o assassino de todas aquelas pessoas desaparecidas. O corpo de Jack desapareceu e nunca foi encontrado. Fui trancado nesse lugar de loucos como se fosse um deles.
Meses depois, o diretor do sanatório, me trouxe um presente. Era uma caixinha preta e vinha amarrada com um laço vermelho, acompanhada de um bilhete.
- Deve ser sua família mandando noticias. – disse-me ele retirando-se do quarto.
Li o bilhete ansioso. Estava escrito apenas um versículo da bíblia:
“Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.”
Mateus 5.29
Letamente abri a caixa e assustei-me com o que tinha dentro. Eram dois pares de olhos. Tentei gritar, mas duas mãos grandes e negras tampavam minha boca. Não conseguia respirar. Virei para trás estupefato.
Jack segurava uma faca e seus olhos vermelhos transpassavam ódio. Ele me encarava como um louco e sorrindo falou:
- Seus olhos agora são meus!
Gritei o mais alto que pude, mas quando os enfermeiros chegaram ao quarto ele já havia desaparecido, restando apenas o presente. Os olhos de Karen e Lucy me observavam.

Emanuell Andrade -
Conto!!!
Pode não ser uma história muito feliz a que eu vou contar agora, mais é uma história verdadeira.
Estava eu na minha casa, lendo meu bom e velho livro, coisa que eu faço sempre de costume, quando de repente alguém bate na minha porta aos berros. Confesso que fiquei assustado, afinal já passava das duas horas da manhã. Fiquei imaginando o que teria acontecido de tão grave para alguém chegar naquele horário.
Abri a porta devagarzinho. Era Pedro Henrique meu vizinho, com os olhos esbugalhados de tão nervoso que estava.
- Ricardo pelo amor de Deus, você precisa me acompanhar. - falou ele quase chorando.
- O que foi que aconteceu? - Perguntei preocupado.
- É Maria Luiza! Eu pedi pra ela não fazer isso Ricardo, mais ela não me ouviu. - Explicava ele.
- Mais fazer o que homem de Deus? - Insisti, já com raiva de tantos rodeios.
- De tentar tirar nosso filho. Ela tomou uns comprimidos e agora está lá, morre-não-morre.
Confesso que quando ouvi aquelas palavras, uma cólera subiu a minha cabeça.
- Ela fez o quê?
- É isso mesmo. Ela não queria ter essa criança de jeito nenhum. Eu tentei convencê-la a levar o bebê, assim que nascesse para um orfanato, mais não adiantou. Ela disse que não queria ficar feia. Que ficaria com o corpo cheio de estrias e celulite. Acabou tomando um remédio que uma amiga sua lhe indicou e agora está lá, sangrando muito.
Sinceramente não sabia o que fazer e muito menos o que pensar. Estava com ódio em saber que existia alguém tão cruel, a ponto de tirar a vida de uma pessoa inocente, que nem sequer pediu para existir. Fiquei um bom tempo imóvel, sem dizer uma palavra a ele. Sabia que Maria Luiza tinha cometido um crime horrível, mais também não podia deixá-la sangrando até a morte.
- Leve-me até lá. - Disse por fim.
Quando cheguei à casa de Pedro, encontrei-a no banheiro, gritando de dor. Rapidamente liguei para uma ambulância, que logo a socorreram. No hospital, Pedro e eu esperamos mais de duas horas por alguma notícia de como Maria Luiza estava. Não conseguia parar de pensar na criança que foi morta mesmo antes de nascer. Tentava me controlar para que meu ódio não fosse maior que meu espírito solidário. E Pedro Henrique estava realmente sofrendo por não saber nada de Maria Luiza. Depois de quase três horas o médico apareceu dizendo que ela tinha escapado por sorte e que já se encontrava fora de perigo.
Já faz três anos que esse fato aconteceu. Maria Luiza e Pedro Henrique continuam sendo meus visinhos. Todos os dias, eles vem me fazer uma visitinha e contar um pouco de seus problemas. Maria Luiza, há dois anos aproximadamente, tenta de todas as maneiras engravidar novamente. O doutor disse que ela não poderia mais ter filhos. Ela chora todas as noites, arrependida do que fez.
- Queria poder voltar no tempo. – Disse-me ela em uma de suas visitas a minha casa.
Fiquei satisfeito com o castigo que Deus lhe deu. Agora ela sabe como é querer algo que nunca poderá ter. Se não tivesse sido brutalmente assassinada, hoje Amanda completaria três anos de idade.

Emanuell Andrade

Crônica!!!
Desde pequeno, sempre ouvi meus pais me dizer que homem que é homem não chora. Nunca entendi realmente o porquê disso. Afinal, nós homens somos tão diferentes assim das mulheres? Não somos seres com sentimentos iguais aos delas? A questão é que de tanto escutar esse ditado, coloquei em minha mente que jamais poderia chorar. Acabei me tornando uma pessoa amargurada com uma mente cheia de pensamentos obscuros.
Quando minha mãe morreu, fiquei olhando todas aquelas pessoas chorando desesperadas. Papai ao lado do caixão dela, sem derramar uma lágrima sequer. Eles haviam brigado muito nesses últimos tempos e a doença de mamãe influenciou muito para que as brigas diminuíssem. Meses depois, ele estava casado novamente, com a mulher que esteve sempre no meio da confusão deles. Mamãe já sabia que meu pai tinha uma amante e foi nessa época que começou a adoecer. Sua nova esposa não brigava muito com ele, tinha medo de apanhar. Sempre apanhava. Essas relações frustradas só me levavam a crer que casamento era apenas uma grande dor de cabeça. Nesse período decidi nunca me casar, afinal, para que casar e viver infeliz pelo resto da vida? Casamento não é algo muito sério?
Comecei a fumar desde cedo. Segui o exemplo de meus avôs, com quem morei um ano. Fumava até três maços de cigarros por dia. Sabia que ia acabar morrendo de câncer, mas você sabe como é. Quem fuma nunca liga para esses detalhes. Certo dia, resolvi viajar. Na verdade era apenas um pretexto para fugir da cidade medíocre em que morava. Foi nessa viagem que conheci a mulher que mudou minha vida.
Simone era diferente de todas as garotas que já havia conhecido. Tinha o poder de conquistar qualquer homem. Sempre me perdia em seu olhar. Acabei me apaixonando e foi aí que quebrei uma de minhas promessas, a de não me casar. Com ela tive três filhos. Mateus, Gustavo e Alice.
O que uma mulher é capaz de fazer a um homem? A resposta é simples, ela pode acabar com a vida dele. Simone, a quem eu dei todo meu amor e fidelidade, me traiu com Rodrigo, meu irmão. Sofri tanto. Perdi duas pessoas que amava muito de uma só vez. Confesso que passei seis meses na completa amargura. Queria muito poder chorar para ver se diminuía toda aquela dor que estava sentindo. Mas me lembrava novamente de papai me dizendo: "Deixe de ser chorão Marcelo! Homens não choram. Isso é coisa de mulherzinha!"
Sofri calado, engolindo todas as lágrimas que insistiam em querer sair de meus olhos, simplesmente pelo fato do preconceito machista que a sociedade nos impõe todos os dias, de que homem pra ser homem não podia chorar. Comecei a viver apenas para meus filhos, as únicas coisas que me restaram. Trabalhei muito para dar sempre o melhor para eles. Tive uma recompensa que não esperava, nem desejava. Gustavo morreu de overdose numa festa em que os jovens chamam de have. Maldita heroína! Mateus acabou na cadeia por roubar uma bolsa de uma velhinha na rua. Alice, a única ajuizada da família, se casou e foi embora com o marido para o Canadá, me deixando sozinho.
Hoje moro num pequeno quarto de pensão. Solitário e sem vontade de viver. Olho para as estrelas e não vejo mais sua luz. Ando pelas estradas à noite e não sinto o vento frio em minha pele. Tento chorar, mas não consigo. Odeio meus pais e minha vida.
E assim, fui à farmácia comprar veneno para matar os ratos que teimam em me deixar acordado a noite, fazendo aquele barulho irritante em minha mente. Se você estiver lendo essa carta, é sinal que o veneno funcionou. Meus pensamentos me deixaram em paz. Os ratos estão mortos!
Emanuell Andrade!!!
Crônica!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Put´s... mó tempão que eu num escrevo no meu blog...
Tinha até esquecido como é bom expressar tudo o que eu penso e sinto aqui...
"Meus sentimentos"...
O tempo e a vida é algo que nos toma muito tempo ...
Acabei me acomodando e deixando de escrever...
Minha mente está novamente deixando-me confuso e com medo...
"Medo de ser feliz"...
Como eu queria ser normal... Como as outras pessoas normais...
Mas será mesmo que as outras pessoas são normais??????
Será que elas tbm não sofrem por terem problemas....?
Será que não são que nem eu????
Tenho uma capa que me cobre todos os dias, tentando mostrar ao máximo aos outros o que na verdade eu realmente não sou , mas que queria ser!!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um Romance Para Os Apaixonados

É incrível como as coisas acontecem em minha vida...
Estava eu, no ônibus, a caminho da faculdade, ouvindo meu mp3 -
(coisa que eu sempre faço todos os dia de segunda a sexta)!!!
Quando de repente, veio em minha cabeça uma estória. Mais não é uma estória de suspense não.
É uma estória de amor... Na verdade, um amor que aos olhos de quem a lerá, será impossível de se acontecer.
Olha... Eu adoro filmes de suspense e livros de suspense. Amo todos os livros de Pedro Bandeira. Tanto é que me inspirei nele para fazer a trilogia "O 10º Hóspede." (*O 10º hóspede *Os novos hóspedes *Os últimos hóspedes - ( ainda terminando, mais estou sem tempo)).
Mais daí a imaginar uma estória de amor...?? Nem combina comigo...
Tenho 3 livros engavetados na minha mente... Na verdade são 4, pq quero continuar a trilogia de O 10º hóspede.
Esse último mecheu muito com minhas idéias... Um amor impossível. Será que realmente existe um amor impossível? Ou o amor tudo pode em seus efeitos?
Nem eu sei essa resposta... Vamos ver como é que essa estória vai terminar...
PS: O Único livro de amor que eu gostei foi... "A Marca De Uma Lágrima - (Pedro Bandeira)" e "Cinco Minutos - (José de Alencar)."

Háaa!!!! Agora tem a série Crepúsculo!!!!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O 10º Hóspede - II - Homicídio - Parte III

Na cozinha, ouvia-se apenas um choro melancólico. No chão, estava Richard. Ao seu lado estava Anny. Ela segurava em suas mãos o cordão dele. A outra parte do coração. Soluçando, ouviu quando alguém entrou na cozinha, era Rachel. A garota agacha-se junto à amiga e diz baixinho:
- O policial chegou!
Anny enxugando as lágrimas de seu rosto responde:
- Estou indo!
Ela coloca novamente o cordão no pescoço de Richard e sai, junto com Rachel, em direção a sala de estar.
***
Quando Rachel chegou à sala, já estavam quase todos sentados. Ela caminhou em direção a uma cadeira próxima de Jully. Harry, o Sr. e a Sra. Tomson estavam acomodados num sofá de frente para um homem bastante chamativo. Estavam todos em silêncio, aguardando os outros que ainda faltavam chegar.
- Onde estão os outros? – perguntou Jully quebrando o silêncio.
- Anny está vindo! – respondeu Rachel. – Chris, não sei onde está.
- Estou aqui! – falou o garoto entrando na sala. Ele não conseguia tirar os olhos de Gracy.
Anny chega e senta-se próxima a Rachel e Jully. Após um breve momento de silêncio, o policial resolve se apresentar.
- Bem meu nome é John! E fui chamado aqui pelo Sr. Tomson para resolver esse crime que deve ter chocado muito vocês.
- Bastante! – afirmou Harry.
John continua:
- Como vocês já devem saber, preciso interrogar cada um de vocês. Coisa de praxe. Apenas para saber onde vocês estavam na hora do incidente. E como vocês encontraram o corpo.
Todos concordaram e então, John começou a escutar cada um separadamente. Depois foi ao local do crime, onde estava estirado no chão, o corpo de Richard. Olhou tudo atentamente, em seguida voltou à sala de estar onde todos já o esperavam. Ele volta a sentar-se numa cadeira na frente dos garotos e diz:
- Sem dúvidas nenhuma se trata de um homicídio.
Todos ficam calados. Já esperavam essa resposta.
- Mais quem faria isso com ele? – perguntou Harry.
- É pra isso que eu estou aqui. – responde John rispidamente. – para encontrar o culpado.
Geury que estava calado a conversa toda, resolve perguntar:
- Policial John, você acha que o autor do crime ainda pode estar rondando a casa?
O efeito da pergunta de Geury causou um grande impacto nos demais que ali estavam. Ninguém tinha pensado nessa hipótese. E se o assassino de Richard ainda estivesse cercando a casa? E se ele ainda estivesse lá fora espreitando novas vitimas? Uma mistura de medo e pavor atingiu o coração de cada um que ali estava.
A chuva voltou a cair dessa vez mais forte e pesada. Como se o dia estivesse de luto.
- Sim Geury. – disse John respondendo a pergunta. – É provável que ele ainda esteja por aqui. Por isso é melhor todos ficarem atentos.
Jully, que já estava com muito medo, levanta-se desesperada e diz aos gritos:
- Eu quero ir embora dessa casa! Agora!
John tenta acalmá-la e diz:
- Receio que isso seja impossível no momento.
- Por quê? – perguntou Harry.
- Para sairmos daqui, é preciso atravessar a barreira que tem no lago de Green Valle. Com essa chuva, o rio já deve ter transbordado. Não dá pra ninguém sair. Além do mais, aconteceu um crime aqui e vocês são minhas únicas testemunhas.
Chris levanta-se revoltado:
- Não acredito que estamos presos nessa porcaria de casa.
***

Continua...

Emanuell Andrade!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O 10º Hóspede - II - Homicídio - Parte II

Chris estava na sala de jantar. Comia com veracidade. Estava realmente com muita fome. Nem percebeu quando a Sra. Gracy entrou na sala. Ela ficou um bom tempo calada, observando como ele comia. Só falou com ele, quando ele percebeu sua presença.
- Realmente estava com fome menino.
Chris fica envergonhado com a observação da empregada. Mas finge não ter ligado.
- Medo me da fome! – respondeu ele continuando a comer.
Gracy se surpreende.
- Há! Está com medo? Se eu fosse você, também estaria.
Chris não entende o que Gracy quis dizer e pergunta:
- E você não está? Até onde eu sei, tem um cadáver na sua cozinha.
A empregada olha fixamente nos olhos do garoto, percebendo seu tom de afronta.
- Estaria se fosse a primeira vez que isso acontecesse.
Chris reage com surpresa à resposta de Gracy. Tenta se aprofundar mais no assunto.
- Como assim a primeira vez? E não é?
A empregada aproxima-se do garoto e colocando as mãos em seus ombros, diz:
- Menino Chris! Não era você o melhor amigo de Richard?
Chris não entendia a onde Gracy queria chegar.
- Sim, era eu! Ele me contava tudo, todos os seus segredos. Nós dois éramos como irmãos.
Gracy sorri como se o que Chris tivesse acabado de falar fosse uma mentira. Uma mentira que ele queria muito acreditar.
- Então ele deve ter lhe dito!
- Dito? – perguntou Chris confuso. – Ele sabia de algo e não me contou? O que? É a casa não é? É maldita? Mais por quê?
De súbito, entra na sala o Sr. Tomson que atrapalha a conversa.
- Gracy!
- Sim Geury?
- Venha comigo. Estou precisando de você aqui fora.
- Estou indo querido! – respondeu ela já saindo da sala. Antes de sair por completo ela olha para Chris e diz:
- Menino Chris!
- Sim?
- Se você realmente dá valor a sua vida, saia dessa casa. Vá embora e leve a menina Anny com você.
Ela se retira da sala e deixa Chris sozinho, perdido em seus pensamentos. Ele não conseguiu entender nada do que a velha havia falado. Ele só tinha certeza de uma coisa, esses casais de empregados eram muito estranhos. Pareciam malucos e muito suspeitos. Estariam eles envolvidos com esse crime? Do que a Sra. Tomsom tinha medo? Será que esse casal de velhinhos que, aparentemente são tão bonzinhos, teve alguma participação no assassinato de Richard? Chris não conseguia tirar essas perguntas de sua cabeça. Sabia que precisava achar as respostas, e rápido.
***

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O 10º Hóspede - II - Homicídio - Parte I

A noite quase não passara. Eram nove horas da manhã quando a Sra. Gracy chegou ao jardim, onde todos estavam reunidos.
- O café está pronto! Não vão comer? - perguntou ela. - Precisam se alimentar.
para a polícia. Já devem estar a caminho.
Gracy olhava para todos, mas nenhum deles mostrava interesse no que ela falava.
Com licençaNinguém respondeu.
- Liguei ! - pediu ela retirando-se do jardim.
Quando Gracy desaparece, todos ficam um bom tempo em silencio. Apenas olhando um para o outro. Ainda não conseguiam digerir tudo o que acontecera.
- Não acredito que ela ainda teve coragem de preparam café com o Richard lá. - diz Julie quebrando o silencio.
Anny continuava calada. Segurava em suas mãos um cordão. Tinha um pingente pela metade. Era um coração partido no meio. Provavelmente a outra metade estava com Richard.
Chris estava sentado ao lado de Anny. Queria muito poder ajudá-la naquele momento. Se ele pudesse, tiraria toda aquela dor do coração de Anny. Todo aquele sofrimento. Ele também estava com muita fome, e ao contrário dos outros, não deixaria de comer por cauda do acontecido.
- Ninguém vai comer? – perguntou ele já se levantando.
- E você acha que alguém aqui está com fome seu bôbo? –respondeu Rachel como se não tivesse acreditado no que acabara de escutar.
- Não sei você Rachel, mais eu estou. – respondeu ele rispidamente. – Bem, se me dão licença vou comer o que Gracy preparou. Eu é que não vou morrer de fome.
Chris se retira e Rachel fala com raiva:
- Idiota!
Rachel era a melhor amiga de Anny. Ela imaginava como sua amiga devia estar sofrendo. Levantou-se em direção a ela e deu-lhe um forte abraço.
- Calma minha querida! Vamos encontrar esse assassino.
Anny olha para Rachel com os olhos cheios de lágrimas e diz:
- Isso não vai trazê-lo de volta. Vai?
Rachel ficou calada. Ela sabia que Anny tinha razão. Sabia que prender o assassino de Richard não o traria de volta a vida. Sem ter mais nada o que falar, apenas abraçou Anny. Seu abraço foi tão forte que se Anny não estivesse em estado de choque, diria que estava sendo esmagada.
***

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O 10º Hóspede - I - O Pesadelo

Ainda era de madrugada quando Anny acordou. Chovia muito e ouviam-se trovões. Ela estava com sede mais não se atrevia a descer a escada naquele escuro.
Ou trovão! Encolheu-se debaixo da coberta. Tentou dormir mais não conseguiu.
– Desisto! Levantou-se devagarzinho da cama e, pé-ante-pé, desceu a escada. Estava tudo escuro. Caminhou em direção a cozinha.
A casa era grande. Tinha paredes coloridas, cheias de enfeites e quadros. Quando chegou a cozinha, procurou o interruptor. Tateava as paredes e andava como se fosse cega naquele escuro. Tropeçou em algo. Não conseguia enxergar direito o que era. Estava gelado e era úmido.
Assustada, Anny voltou a procurar o interruptor. Tateando as paredes encontrou. Quando liga a luz ela fica horrorizada. Não queria acreditar na cena que via, mas era verdade.
Estava morto!
Sem forças, Anny cai no chão desesperada.
– Mataram ele! Socorro!
Correu na direção do cadáver. Tentou reanimá-lo. Nada adiantou. Ali estava ele, todo ensangüentado.
– O mataram! Mataram meu querido!
***
Rachel não conseguia dormir. Não entendia que gritos eram aqueles. Estava sonhando? Não. Não estava! Era a voz de Anny e ela gritava pedindo por socorro. Conseguiu levantar-se para ver o acontecido. Quando chegou à cozinha, não acreditava no que via. Só podia estar sonhando, mas não era sonho.
***
- Como alguém pode fazer uma coisa dessas?
- Eu devo estar sonhando!
- E essa chuva que não passa. A polícia nunca vai conseguir chegar aqui.
– Calma gente! Temos que pensar no que faremos.
Ninguém conseguia acreditar no que via. Parecia um pesadelo. Ali no chão estava Richard. Morto! Assassinado!
Em volta de seu corpo, estavam seus amigos: Rachel, Chris, Harry e Julie. Estavam todos perplexos.
– Quem poderia fazer isso com alguém?- perguntou Julie olhando para o corpo de Richard.
- Chamem a polícia! – pediu Chris eufórico. – Acordem os empregados!
- Não será preciso nos acordar menino Chris! Estamos aqui!
Os únicos empregados da casa eram o Sr. e Sra. Tomson, um casal de velhinhos que trabalhavam naquela casa a mais de vinte anos.
– Eu falei! – disse a Sra. Tomson olhando para os garotos. – Vocês não me escutaram. Olha só o que aconteceu.
– Deixe de ser boba Gracy! – repreendeu-lhe o velho. – Já lhe disse que essas estórias não passam de bobagens.
– Não é verdade! – continuou a velha discordando do marido e seguindo em direção a Anny.
– Tanto que eu lhe avisei menina Anny, sobre essa sua idéia maluca de trazer seus amigos para passar as férias aqui. Esse lugar é maldito menina. Ninguém coloca os pés aqui desde que...
– Já chega Gracy! – interrompeu-lhe o velho. – Cuide em chamar a polícia.
Ninguém toque no corpo. Deixe-o como está.
O velho olhou fundo nos olhos de Anny e aproximando-se dela, a abraçou como se tentasse confortá-la.
– Sinto muito por seu noivo menina!

Put´s - 20 Anos...

Caralho...
Estou fikando velho mesmo... 20 anos já... engraçado... nunca percebemos que o tempo vai passando. Ficamos ocupados com coisas bestas e deixa-mos de viver a vida, que é o essencial...
Nos matamos de trabalhar e nunca temos tempo para o lazer...
Acho que todos nós tinhamos que aprender a se cuidar mais...
Viajar... Conheçer o mundo....
È isso o que eu quero pra mim e é isso o que eu aconselho a cada uma das pessoas...
Emanuell Andrade!!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Escrevi um livro super bacana... " O 10° Hóspede "... muitas pessoas já leram e se amarraram... Em breve vou publicar um pedacinho dele aqui... Vcs vão ver que é d+++... Rsrsrs... Saca só o resumo do livro!!!
O 10° Hóspede - Anny leva seus amigos para passar as férias em sua casa de campo. Segundo eles pensam, Anny está precisando de repouso por instruções de seu médico... O que eles não imaginam, é que o verdadeiro motivo dela ter voltado a casa é outro e que uma série de assassinatos vão fazer com que esses garotos vivam um verdadeiro tormento na " casa amaldiçoada".
Suspense, Mistério e Segredos é o que lhe espera em "O 10º Hóspede"
Descubra vc tbm quem é o "décimo hóspede"
EM BREVE!!!
Emanuell Andrade!!!
 
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